Se o oceano não fosse essa casa de Cabral esse sal, que à água doce trouxe às naus de Portugal O movimento maior que levanta o albatroz num grito que deu a voz à fala do Adamastor
Se o mar não fosse o caminho das terras da nossa terra que guerras teria a paz que paz nos traria a guerra Ai, se este mar não soubera o que ninguém adivinha que nova carta escrevera o Pêro Vaz de Caminha
E as índias da nossa idade no mais fundo da viagem dão vice-reis da coragem guerreiros da eternidade Esse mar que Luíz Vaz derrotou com um poema mensagem que o tempo traz porque tudo vale a pena Há esse cântico negro do mais régio dos encantos de alma grande tão pequena que nunca atrevera tanto
Fez-se ao mar a caravela com panos de liberdade e ao cheiro de outra canela o reino fez-se cidade Ai, se este mar não soubera o que ninguém adivinha que nova carta escrevera o Pêro Vaz de Caminha E as índias da nossa idade no mais fundo da viagem dão vice-reis da coragem guerreiros da eternidade.